20 de jul. de 2015

EVIDÊNCIAS DA CONVERSÃO 02 - Apego à Palavra de Deus

(publicado no boletim da IP Ribeira em 28/06/2015)
Outra evidência importante da conversão é o apego a Palavra de Deus. Não apenas mais vontade de ler e aprender da Bíblia, mas disposição para obedecer. 

A pessoa que já nasceu de novo, que passou da morte para a vida, tem um comportamento diferente, age de forma diferente de como agia, conforme vimos na pastoral passada. Esta mudança de atitude, de pensamento, na forma de falar, vem da influencia interior do Espírito Santo que conduz o crente por caminhos retos. Mas o Espírito também o conduz ao conhecimento da Palavra e, consequentemente, ao conhecimento da vontade de Deus: “Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” (Jo 16:13,14).

Conhecendo e obedecendo a Palavra o crente evita o pecado: “guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti” (Sl 119:11). Também evita as más companhias, por sentir mais prazer em meditar na Bíblia de dia e de noite (Sl 1:1,2). Obedecendo a Palavra o crente é bem sucedido em tudo o que fizer (Js 1:7,8). O crente obtém perseverança porque pela Palavra toma conhecimento das maravilhas que Deus fez no passado por meio dos seus servos: “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta” (Hb 12:1).

A relação que o convertido tem com a Bíblia é, portanto, essencial. Não existe conversão sem a pregação da Palavra: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm 10:17). Não existe vida convertida sem a Palavra.

30 de jun. de 2015

EVIDÊNCIAS DA CONVERSÃO - 01

(Publicado no boletim da IP Ribeira em 28/06/2015)

E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. (2Co 5:17)

Vamos começar hoje uma série de mensagens e pastorais falando sobre este tema, os sinais, as características, a certeza que podemos ter de que determinada pessoa realmente se converteu, ou seja, é uma nova criatura.
A primeira evidência é a mudança. O texto bíblico nos indica que estar em Cristo significa ser uma nova criatura. Aqui comprovamos o que o Senhor Jesus já havia dito a Nicodemos, sobre a necessidade de nascer de novo (Jo 3:3). Nascer de novo, ser nova criatura, são expressões que nos falam de mudança radical. Assim como o que nos fala o Apóstolo em Ef 2:1,5, nos ensinando que antes estávamos mortos em delitos e pecados e Deus nos deu Vida.
Essa mudança se evidencia no comportamento. A pessoa que nasceu de novo, que estava morto e recebeu a vida de Deus, pensa, age e fala de modo diferente. Todos notam a mudança. É alguém que não sente mais prazer, que não tem mais interesse, que não se pronuncia da mesma forma que no passado. Quem roubava, não rouba mais (Ef 4:28), quem mentia não mente mais (Ef 4:25), quem fazia a vontade da carne, não faz mais (Ef 2:3). Esta mudança é a evidência da obra de regeneração que é feita pelo Espírito Santo. O pecador se arrepende das suas obras do passado e passa a viver diferente por uma motivação interna que é promovida pelo Espírito de Deus.
A palavra conversão vem do grego “metanoia” que significa “mudança de direção”, “mudança de mente”. O convertido mudou de direção, ia para longe de Deus porque estava vivendo no pecado e agora vai na direção contrária, na direção de Deus, chegando cada vez mais perto dEle. Veja o exemplo de mudança de vida no próprio Apóstolo Paulo, que era perseguidor da Igreja e passou a ser perseguido (compare At 8:3 e 2Co 11:24-26).
O ensino da Bíblia é bem claro a esse respeito e temos condições de medir os resultados da ação do Espírito em nossas próprias vidas. Muitas vezes as mudanças acontecem gradualmente, mas acontecem. Em outras pessoas é instantâneo. Não importa o tempo, mas uma coisa é certa, o desejo de estar no mundo, vivendo na prática do pecado estará para sempre no passado.

22 de jun. de 2015

DUAS BATALHAS

    (publicado no boletim da IP Ribeira em 21/06/2015)
    
 
    A segunda batalha acontece em um momento muito diferente. O capítulo sete nos fala que Samuel havia reunido todo o povo e os tinha exortado a abandonar a idolatria e se dedicar totalmente ao Senhor (1Sm 7:3). Eles obedeceram esta palavra e abandonaram os falsos deuses, receberam a oração de Samuel, jejuaram, confessaram os seus pecados e renovaram a aliança com Deus. O resultado é que os filisteus saíram correndo, foram derrotados e nunca mais voltaram enquanto Samuel liderava (1Sm 7:10,13).
    Existem duas formas de enfrentar as batalhas do dia a dia. Uma achando que Deus está conosco, mas ao mesmo tempo manter o pecado e viver uma religiosidade vazia, sem ouvir a voz de Deus, mantendo uma espiritualidade de fachada. Esta atitude não garante nenhuma vitória, ao contrário, é porta aberta para derrotas. A segunda forma é através da oração, do arrependimento e confissão de pecados e renovação da aliança com Deus. Desta forma as portas estão abertas para as vitórias e o Senhor estará batalhando por nós.
O livro nos informa também que Israel vivia um tempo de apostasia. Não se ouvia a voz de Deus e os sacerdotes eram corruptos (1Sm 2:12, 22; 3:1). Vemos que na primeira batalha havia muita animação, tanta que chegou a assustar os filisteus (1 Sm 4:5-7). Israel se animava na batalha porque tinha mandado trazer a arca da aliança para o meio deles e os sacerdotes Hofni e Finéias estavam ali também com a arca (1Sm 4:4). Parecia que tudo iria dar certo: havia animo e pensavam que Deus estava presente, pois a arca e os sacerdotes estavam ali. No entanto, os inimigos se fortaleceram, os israelitas foram derrotados e foi grande a mortandade. A arca foi roubada pelos Filisteus e os sacerdotes foram mortos (1Sm 4:11). O pai deles, o sumo sacerdote Eli, morreu ao receber a notícia (1Sm 4:17,18). A mulher de Finéias estava grávida e deu a luz ao receber a notícia e deu o nome ao menino que nasceu de “Icabode” que significa “não há glória”, porque a arca do Senhor fora tomada.
No tempo de Samuel os Filisteus eram a pedra no sapato que incomodava o povo de Israel. O livro de 1 Samuel registra duas batalhas que o povo de Deus travou contra os Filisteus. Uma está registrada no capítulo 4 e diz que ali eles foram derrotados e morreram primeiro quatro mil homens e depois trinta mil.

11 de abr. de 2015

O DIAGNÓSTICO QUE JESUS FAZ DA IGREJA

Excelente mensagem do Rev. Hernandes Dias Lopes. Qual o diagnóstico que Jesus está fazendo de você?
Apocalipse 1:9-13

7 de fev. de 2015

O LIVRO DE SALMOS


Os nomes “Salmos” e “Saltério” provêm da Septuaginta (tradução grega do AT); a princípio se referiam a instrumentos de cordas (como harpa, lira e alaúde) e posteriormente a cânticos acompanhados por esses instrumentos. O título hebraico tradicional é tehillim “louvores”.
O Saltério é compilação de várias coletâneas e representa a etapa final de um processo que levou séculos. Ganhou sua forma final nas mãos dos funcionários pós-exílicos do templo, que o completaram provavelmente no séc. III a.C. Nessas condições, servia de livro de orações (orações, louvores e instrução religiosa) para o segundo templo (o de Zorobabel e o de Herodes) e para uso nas sinagogas.
O livro é composto de cinco volumes e cada um termina com uma doxologia: Livro 1: 1-41; Livro 2: 42-72; Livro 3: 73-89; Livro 4: 90-106; Livro 5: 107 – 150. (Outros exemplos de “doxologia”: Rm 11:36; Ef 3:21; ITm 1:17)

AUTORES: Em geral são atribuídos a Davi - 73, Asafe - 12, os filhos de Coré - 11, Salomão - 2, Hemã - 1, Etã - 1, Moisés - 1, Ageu - 1, Zacarias - 1, Esdras – 1, os demais são anônimos.

TEMAS
Os salmos são expressões dos mais diversos sentimentos dos autores diante de Deus. Demonstram medo, decepção (inclusive com Deus), alegria, júbilo, arrependimento, confiança etc.
“Os Salmos não são pronunciamentos do alto, apresentados com autoridade apostólica em questões de fé e prática. São orações pessoais em forma de poesia, escrita por uma variedade de pessoas – camponeses, reis, músicos profissionais, amadores [...] O livro de Salmos dá exemplos de pessoas comuns, lutando freneticamente para harmonizar a crença que nutrem a respeito de Deus com o que estão experimentando no dia a dia” (Philip Yancey – A Bíblia que Jesus lia, Ed. Vida)

CARACTERÍSTICAS COMUNS DA POESIA HEBRAICA:
PARALELISMO:

Paralelismo sinônimo (ou sinonímico) – Repetição do mesmo pensamento ou pensamento similar.
Sl 19:1: Os céus proclamam a Glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.
Sl 24:1: Ao SENHOR pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam.

Paralelismo antitético – As duas linhas apresentam um contraste entre si. A conjunção “mas” nos dá a dica.
Sl 1:6: Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá;
Sl 10:2: Os tesouros da impiedade de nada aproveitam, mas a justiça livra da morte;
Pv 10:1-32

Paralelismo sintético – A segunda linha completa uma ideia que a primeira deixa em aberto. Criam relação de causa e feito.
Sl 1:3: Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo dá o seu fruto e cuja folhagem não murcha;
Sl 19:7,8: A lei do SENHOR é perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro e ilumina os olhos.

ACRÓSTICO – Poemas alfabéticos onde cada linha inicia com uma letra diferente do alfabeto hebraico (22 letras). No Salmo 119 cada letra do alfabeto inicia oito linhas sucessivas antes de passar à próxima. Um exemplo clássico é o livro de Lamentações de Jeremias. Cada capítulo possui 22 versos e cada verso inicia com uma letra do alfabeto hebraico na ordem. A exceção é o cap. 3, com 66 versos.

DIFERENÇA DE NUMERAÇÃO ENTRE A BÍBLIA PROTESTANTE E A BÍBLIA CATÓLICA
A Bíblia católica tem origem na Septuaginta (tradução para o grego) Nesta versão alguns salmos foram reunidos e outros divididos. Assim ficou a seguinte diferença:
BÍBLIA PROTESTANTE    BÍBLIA CATÓLICA
Sl 9 e 10                                Sl 9
Sl 114 e 115                          Sl 113
Sl 116                                    Sl 114 e 115
Sl 147                                    Sl 146 e 147