25 de fev. de 2011

LIVRE-SE DO PESO

Publicado no Boletim da IP Ribeira em 13/02/11

Que as palavras da minha boca e a meditação do meu coração sejam agradáveis a ti, Senhor, minha Rocha e meu Resgatador!  (Salmo 19:14)

Sabemos que o maior impedimento para nossa perfeita comunhão com Deus é o pecado. Ele é o principal responsável de nos separar do Senhor: “Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá” (Is 59:2 NVI). Longe da comunhão com Deus somos impedidos de sermos ouvidos em nossas orações, o nosso culto perde o sentido, tudo que tentamos fazer para Deus perde a validade. Quando não confessamos os nossos pecados eles passam a ser um entrave na relação com o Senhor: “Parem de trazer ofertas inúteis! O incenso de vocês é repugnante para mim. Luas novas, sábados e reuniões! Não consigo suportar suas assembléias cheias de iniqüidade” (Is 1:13 NVI); “Quando vocês estenderem as mãos em oração, esconderei de vocês os meus olhos; mesmo que multipliquem as suas orações, não as escutarei!” (Is 1:15 NVI).
A Bíblia está repleta de versículos que nos falam da importância de uma vida em santidade, de não viver na prática do pecado, confessar e deixar as faltas contra Deus. O problema de muitos crentes é que acabam se acostumando com alguma situação errada em suas vidas e acham que Deus entende, confundem misericórdia com justiça. O Senhor é misericordioso e sempre quer o nosso bem, mas é como um pai que disciplina os seus filhos, que não pode admitir que andem em caminhos tortos. O mesmo Deus que é misericordioso é também justo e santo, não pode conviver com a iniquidade e o erro. Enquanto o pecado não é confessado e abandonado ele será sempre como um peso que vamos continuar carregando e que nos impedirá de caminhar para Deus. Imagine um corredor que tem um cinto com chumbo, uma mochila com pedras pesadas e sapatos com sola de concreto, certamente não conseguirá chegar muito longe. Assim também, na nossa vida, quando deixamos de confessar e insistimos em carregar o peso do pecado a corrida da vocação cristã é comprometida. O que devemos fazer é tirar de cima de nós este peso: “Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta”  (Hb 12:1 NVI).
Faça uma análise sincera, procure em sua vida pelos erros que sempre comete, os pecados que ainda não conseguiu se livrar, confesse com sinceridade e faça um propósito diante de Deus de não voltar mais atrás. Não continue fingindo que está tudo bem, não tente cobrir o sol com a peneira. A vida cristã só é autentica quando não existe peso para ser carregado.
Rev. Tiago Silveira

13 de fev. de 2011

TEMPO DE ESPERAR E ORAR

Publicado no Boletim da IP Ribeira em 30/01/2011
    A expansão do Evangelho está diretamente interligada à vida de oração da Igreja do Primeiro Século. A ordem expressa aos discípulos para “que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do pai”, resultou num estado de espera cuja característica principal foi o cultivo da oração (At 1.13,14,24,25): “perseveravam unanimemente em oração e súplicas”.
    No dia de Pentecostes Deus começou a responder às orações. Um grande avivamento caiu sobre a igreja resultando em intrepidez para pregar (At 2:14), conversões (At 2:37,41,47), milagres (At 2:43; 3:1-11), unidade entre os crentes (At 2:44,45) e a igreja continuava orando (At 3:1; 4:23-31; 12:12). O resultado da oração da Fé, fervorosa e frequente é a ação poderosa de Deus transformando vidas. O avivamento começa sempre com oração.
    O que nos falta muitas vezes é a paciência de esperar o momento certo em que Deus vai agir. Vivemos em um tempo de pragmatismo, onde as pessoas querem resultados imediatos, tudo anda muito rápido. Mas Deus não é assim. Ele trata o nosso caráter, molda a nossa personalidade, trata as nossas imperfeições, corrige o que está torto e isso leva tempo. Orar é não somente a forma de alcançarmos o que pedimos, mas é também entrar em comunhão com Deus para ouvir o que precisamos ouvir.
    Não podemos querer que tudo aconteça imediatamente. Na verdade o processo já é parte da mudança. Quando a Igreja dedica tempo para orar já é uma resposta de Deus. Quando há mornidão espiritual ninguém sente falta de orar, não se apercebe o quão importante são os momentos investidos falando com Deus e ouvindo sua voz. Mas quando o coração começa a arder sentindo vontade de orar é porque algo está prestes a acontecer, algo muito maravilhoso.
    Jesus deu recomendações importantes para os discípulos: “E, comendo com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual, disse ele, de mim ouvistes” (At 1:4). E eles esperaram em oração: “Quando ali entraram, subiram para o cenáculo onde se reuniam Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, filho de Tiago. Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele” (At 1:13,14). Este é o caminho: esperar o tempo de Deus e perseverar orando.
    Deus sabe o que é melhor e tem o tempo certo para agir. Ele completará a obra que começou em nós (Fp 1:6). Precisamos crer e perseverar pedindo que Ele execute em nós o seu querer, moldando-nos conforme a sua vontade. O resultado virá em breve.

15 de jan. de 2011

FIRMES PROPÓSITOS PARA O ANO NOVO (Daniel capítulo 6)

(Publicado no boletim da IPRibeira em 02/01/11

    A VIDA DO PROFETA Daniel nos deixa importantes lições de como devemos nos comportar e o papel importante na sociedade de um crente que serve ao Senhor com integridade e inteireza de coração.
    O episódio do capítulo 6 nos ensina que precisamos assumir alguns compromissos importantes em nossa vida para glorificar a Deus. Aproveitemos o momento de início do ano quando tomamos posição diante de vários desafios, para estudar a vida de Daniel e aprender quais são os firmes propósitos importantes para a nossa vida:
    1-Fazer tudo com excelência (vers. 3). Daniel se destacava dos seus pares pois nele havia um espírito excelente. Assuma o propósito de fazer tudo de forma excelente, não faça nada de qualquer jeito, sem capricho. Tudo que fazemos é para o Senhor (Col 3:22,23);
    2-Ser íntegro sempre (vers. 4). Os presidentes e os sátrapas não encontraram culpa alguma para poder acusar Daniel. Ele era uma pessoa íntegra, não tinha telhado de vidro, não tinha nada para esconder, portava-se com integridade (Jó 1;1);
    3-Dedicar mais tempo para orar e dar graças (vers. 10). Tão logo soube do decreto do rei Daniel foi para casa e, entrando no seu quarto, orava e dava graças a Deus três vezes ao dia, pois tinha este hábito. Quando a oração for um hábito em nossas vidas começaremos a ver milagres, nossa vida será abençoada (ITs 5:17);
    4-Influenciar positivamente as pessoas ao nosso redor (vers. 14,16). O rei quando soube que Daniel não cumpria o seu decreto ficou muito triste e fez de tudo para livrá-lo da condenação. O rei gostava muito de Daniel pois foi influenciado positivamente pelo servo de Deus. Que o nosso comportamento, nossa atitude com as pessoas nos façam ser luz em suas vidas;
    5-Glorificar o nome de Deus (vers. 25-27). O rei entendeu que o Deus que livrou Daniel das garras dos leões é um Deus poderoso e digno de ser louvado. Ele fez um decreto para todo o seu reino declarando que o Deus de Daniel livra, salva e faz sinais e maravilhas. Que impressão sobre o nosso Deus estamos deixando por meio do nosso testemunho? (Mt 5:16)

        Rev. Tiago Silveira

28 de nov. de 2010

O POVO QUE ESTAVA EM TREVAS VIU A LUZ

(Publicado no boletim da IP Ribeira em 28/11/10)
“E, deixando Nazaré, foi morar em Cafarnaum, situada à beira-mar, nos confins de Zebulom e Naftali;
para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: Terra de Zebulom, terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios! O povo que jazia em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz”  (Mt 4:13-16)

Esta semana acompanhamos pelo noticiário a iniciativa da polícia militar, junto com a Polícia Federal e usando blindados da Marinha entrando na comunidade de Vila Cruzeiro e os bandidos fugindo pelos fundos. As barricadas erguidas pelos marginais eram derrubadas, os carros e caminhões colocados no meio do caminho eram empurrados pelos veículos de guerra, abrindo caminho para os policiais do BOPE. Ao mesmo tempo pudemos acompanhar a reação dos moradores, muitos aliviados e esperançosos, crendo que muita coisa vai mudar, outros acenavam como lençóis brancos de suas janelas pedindo paz.
Uma operação da polícia contra o crime que foi toda televisionada, com as câmeras acompanhando cada passo, ao vivo. Cada cidadão na poltrona de sua casa, na televisão do barzinho ou no seu trabalho testemunhou a ofensiva militar e a fuga em massa do inimigo, ao mesmo tempo em que acompanhava também os últimos focos de carros incendiados, reação dos marginais.
Essas cenas ficarão marcadas em nossa mente durante algum tempo e nos farão pensar sobre a expectativa daqueles moradores de se verem livres do controle dos bandidos. Muitas vezes cidadãos de bem acuados em suas casas, muitas crianças foram mortas por balas perdidas, muitos jovens foram aliciados pelo tráfico e morreram enfrentando a polícia ou facções rivais. Quanta tristeza e dor foram impostas sobre a vida de milhares de pessoas que não tinham liberdade nem para entrar e sair de suas casas. Quando houve a invasão e os marginais fugiram em retirada os moradores começaram a enxergar a luz invadindo as trevas.
Uma luz muito mais brilhante e intensa Deus trouxe ao mundo na pessoa de seu filho Jesus Cristo. Ele é a Luz do mundo, a estrela da manhã, a luz da vida: “De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (Jo 8:12)
O texto bíblico nos apresenta o Messias como a luz que resplandece para o povo que jazia em trevas e os que habitavam na região da sombra da morte. Grande alegria experimenta aquele que aguarda ansioso sair das trevas e encontra-se com a refulgente luz de Cristo.
A sensação de liberdade que os moradores da Vila Cruzeiro estão começando a experimentar nem se compara a segurança e Paz que invade o coração daqueles que se encontram como Jesus a luz da vida. As milícias do mal já foram completamente derrotadas na cruz do calvário, por isso aquele que está em Cristo sabe que é mais que vencedor. As armas do inimigo são a mentira e o engano, seu objetivo é trazer a morte, mas o Senhor Jesus nos oferece vida plena: “O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”  (Jo 10:10).
Oremos para que os habitantes da Vila Cruzeiro e do complexo do Alemão possa ser libertos do condenação do tráfico e que as igrejas da região sejam abençoadas por Deus para apresentarem aquele que nasceu para nos libertar da condenação eterna. Oremos para que eles possam voltar a vida normal e possam encontrar a vida eterna no Senhor Jesus.
Rev. Tiago Silveira

18 de nov. de 2010

¿EXISTE DIOS?

Seria Deus o criador do mal?
Deus existe?
Veja uma resposta brilhante de um menino ao seu professor: