Lucas 7:11-15
Em dia subseqüente, dirigia-se Jesus a uma cidade chamada Naim, e iam com ele os seus discípulos e numerosa multidão.
Como se aproximasse da porta da cidade, eis que saía o enterro do filho único de uma viúva; e grande multidão da cidade ia com ela.
Vendo-a, o Senhor se compadeceu dela e lhe disse: Não chores!
Chegando-se, tocou o esquife e, parando os que o conduziam, disse: Jovem, eu te mando: levanta-te!
Sentou-se o que estivera morto e passou a falar; e Jesus o restituiu a sua mãe.
INTRODUÇÃO
Após curar o servo do centurião em Cafarnaum, parte rumo a Naim, cerca de 40 km, pelo menos um dia de viagem. Chegou ao final do dia, justo na hora em que os judeus costumavam enterrar seus mortos.
No meio da multidão Jesus vê a mãe angustiada e se compadece dela. Ele lhe diz: “não chores”, antecipando o motivo de alegria. Seus temores de ficar só e desamparada foram sessados. Àquela viúva Jesus dizia “não temas” (Marcos 5:36; Lucas 1:13,30; 5:8; 8:50; Atos 18:9; 27:24; Apocalipse 1:17; 2:10)
Jesus tocou o esquife, uma espécie de maca ou caixão aberto feito de junco. Pela Lei seria considerado impuro, mas levou a culpa para dar vida.
O moço deu dois sinais de vida: sentou e falou. Detalhes registrados pelo médico Lucas, para que ficasse evidente o milagre.
No mesmo capítulo Jesus atende com compaixão quatro pessoas com dramas diferentes:
1. Cura um servo à beira da morte (vs. 1-10)
2. Ressuscita o filho único de uma viúva (vs. 11-17)
3. Dissipa as dúvidas de um profeta perplexo (vs. 18-23)
4. Perdoa uma pecadora arrependida (vs. 36-50)
Casos de ressurreição no AT:
1. Elias e o filho da viúva de Sarepta (I Rs 17:17-24)
2. Eliseu e o filho da sunamita (II Rs 4:17-22; 32-37) Obs. Naim ficava a 5km de Suném, cidade da sunamita
Três pessoas a quem Jesus ressuscitou (a cada uma Ele chama para a vida):
1. Filho de viúva de Naim: Lc 7:11-15
2. A filha de Jairo: Lc 8:40-50
3. Lázaro: Jo 11:38-44
Três filhos únicos abençoados por Jesus em Lucas:
1. Filho da viúva de Naim (7:11-15)
2. Filha de Jairo (8:40-50)
3. Filho endemoniado (9:38-43)
LIÇÕES QUE O MILAGRE NOS ENSINA
1. O encontro de duas multidões: os discípulos de Jesus que se alegravam com seus milagres e seus ensinos e os parentes e amigos da viúva que pranteavam o que havia partido. Aqueles caminhavam para a cidade (Hb 11:10; 13-16; 12:22) estes para o cemitério, lugar de morte (Jo 3:36; Ef 2:1-3). Quem crê em Jesus passa da morte para a vida (Jo 5:24; Ef 2:4-10);
2. O encontro de dois filhos únicos: Um estava vivo, destinado a morrer, o outro estava morto, mas destinado a viver;
3. O encontro entre dois inimigos: Jesus enfrentou a morte, “o último inimigo” (I Co 15:26; Hb 2:14,15).
Seja Bem-vindo ao meu blog. Você pode copiar os meus textos só não esqueça de citar a fonte e o autor. O conhecimento e a experiência devem trabalhar conjuntamente para nos levar de forma segura à sabedoria. REV. TIAGO SILVEIRA
16 de jan. de 2015
JESUS ACALMA A TESPESTADE
Mateus 8.18,23-27; Marcos 4.35-41; Lucas 8.22-25
Mc 4:35-41:Naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes Jesus: Passemos para a outra margem.
E eles, despedindo a multidão, o levaram assim como estava, no barco; e outros barcos o seguiam.
Ora, levantou-se grande temporal de vento, e as ondas se arremessavam contra o barco, de modo que o mesmo já estava a encher-se de água.
E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro; eles o despertaram e lhe disseram: Mestre, não te importa que pereçamos?
E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou, e fez-se grande bonança.
Então, lhes disse: Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé?
E eles, possuídos de grande temor, diziam uns aos outros: Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?
INTRODUÇÃO
O Mar da Galiléia, também conhecido como lago de Tiberíades, tem cerca de 21 km de comprimento por 12 km de largura, fica a 200m abaixo do nível do mar. Recebe águas vindas do monte Hermon e está cercado de outros montes. É comum acontecerem ali tempestades repentinas, fruto do choque dos ventos frios vindos das montanhas com o ar quente da superfície do lago.
A tempestade assusta e traz medo até mesmo aos pescadores mais experientes. Uma travessia rotineira pode transforma-se num grande desafio de fé. Eles enfrentariam outra tempestade, quando Jesus vai ao encontro deles andando sobre as águas (Mt 14:22-33; Mc 6:45-51; Jo 6:15-21)
Marcos e Lucas situam o episódio após o ensino de Jesus através de várias parábolas (Mc 4:1-34, Lc 8:4-21). Ao que tudo indica, os discípulos não fortaleceram sua fé com o ensino de Jesus. Mateus no mesmo capítulo (8:5-13) descreve o milagre da cura do servo do centurião, exemplo de um homem de grande fé.
Jesus dá provas de sua natureza terrena, estando sujeito à exaustão de um dia inteiro ensinando e curando a muitas pessoas.
Marcos registra outras censuras de Jesus aos seus discípulos: 4.13,40; 7.18; 8.17s,21,33; 9.19. Todas apontam as suas dúvidas quanto ao senhorio de Cristo.
LIÇÕES QUE O MILAGRE NOS ENSINA
1. As tempestades não aparecem somente quando desobedecemos a Deus. Jonas enfrentou uma tempestade em sua desobediência para que pudesse voltar para Deus (Jn 1:4-17). Os discípulos enfrentaram a tempestade tendo o Filho de Deus no barco, participando do seu ministério.
2. O maior perigo não era o vento e nem as ondas, mas a incredulidade do coração dos discípulos. O nosso maior problema muitas vezes está dentro de nós mesmos. Jesus lhes repreendeu a pequena fé, pois eles já tinham visto tantos milagres, mas ainda não acreditavam. O medo decorrente da incredulidade os fez questionar se Jesus, de fato, se importava. Portanto, tome cuidado com o “perverso coração de incredulidade” (Hb 3:12);
3. Os discípulos tinham pelo menos três bons motivos para não terem medo, apesar da situação tão ameaçadora:
a. Tinham a promessa de Jesus de chegarem ao outro lado (Mc 4:35). Não prometeu uma viagem fácil e sim que chegariam ao outro lado;
b. Jesus estava com eles. Poderiam ter certeza que o Mestre saberia lidar com aquela situação. Como diz a letra de um cântico: “com Cristo no barco tudo vai muito bem”;
c. Mesmo no meio da tempestade Jesus estava absolutamente tranquilo. Deveriam seguir seu exemplo. Jesus fazia a vontade do Pai e sabia que Deus estava cuidando dele. “Em paz me deito e logo pego no sono, porque, Senhor, só tu me fazes repousar seguro” (Sl 4:8). Jonas, no entanto, dormiu durante a tempestade com uma falsa sensação de segurança: dormia o sono dos descuidados
23 de out. de 2014
IMPEDIMENTOS PARA UMA COMPLETA DEPENDÊNCIA DE DEUS
Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. [...]porque sem mim nada podeis fazer. (Jo 15:4a,5b)
O Senhor Jesus ensina aqui aos discípulos um princípio fundamental da vida cristã: nossa ligação essencial com Ele, o próprio Jesus. Usando a figura da videira e seus ramos, o Mestre condiciona a produção de frutos com a permanência nEle. Um ramo não produz fruto sozinho, desconectado do tronco de onde nasceu. Nós passamos a ser novas criaturas quando nascemos em Cristo. Fomos destinados a viver nEle e glorificar o Pai com nossas obras, produzindo frutos.
É essencial para nossas vidas esta dependência, assim como os ramos dependem da videira para existirem e darem frutos. No entanto, como vivemos em meio a uma batalha espiritual e temos um inimigo que trabalha dia e noite para nos afastar de Deus, precisamos estar atentos às tentações que ele colocará em nosso caminho para impedir esta total dependência.
O primeiro impedimento é a tentação da autojustificação. Ela tem duas dimensões: diante de Deus somos tentados a nos auto justificarmos com nossos méritos para obtermos o seu favor. Diante dos homens somos tentados à manter uma aparência de santidade e, até mesmo, de superioridade. Jesus conta a parábola do fariseu e do publicano que sobem ao templo para orar (Lc 18:9-14). O fariseu se gabava de não ser igual aos pecadores, pois jejuava duas vezes por semana e dava o dízimo de tudo quanto ganhava. O publicano apenas batia no peito e suplicava a Deus: “sê propício a mim pecador”. Jesus afirma que o publicano foi justificado e não o fariseu. Não devemos achar que nossas boas ações nos fazem superiores aos outros ou que sejam suficientes para nos fazer merecer o favor de Deus. As obras não compram a salvação e nem o favor divino (Rm 3:19,20). Nossos atos de justiça não passam de trapos de imundícia (Is 64:6). Caminhando pela trilha da autojustificação corremos o risco de cair no legalismo, fazendo exteriormente o que é certo, mas tendo o coração longe de Deus, agindo com hipocrisia (Mt 23:27,28).
O segundo impedimento é a tentação da autossuficiência. Podemos achar que as nossas posses materiais ou intelectuais, a formação acadêmica ou o status sejam suficientes para nos garantir vida tranquila e segura. Precisamos lembrar-nos da transitoriedade da vida e da fragilidade de tudo que está ligado à nossa existência. Riquezas, conhecimento, status, tudo passa. Quanto mais nos apoiamos em valores e bens transitórios, mais nos achamos independentes (Lc 12:16-20). À igreja em Laodicéia Jesus lança o alerta: “Pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu”. Aquele que pensa que sabe muito, que tem tudo e alcançou o suficiente, ainda precisa acordar.
Finalmente, o terceiro impedimento à total dependência é a autoexaltação. Algumas pessoas sentem a necessidade de falar de si mesmas o tempo todo. Estão sempre reafirmando o que fizeram, o que gostam e não gostam e todas as suas façanhas, como se fossem o centro do universo. Muitas vezes não passa de insegurança, mas também uma maneira de reforçar independência. Jesus alertou os seus discípulos em Mt 23:1-12 sobre a soberba dos escribas e fariseus que gostavam de praticar boas obras para serem vistos, amavam os primeiros lugares e de serem reconhecidos publicamente como mestres. Mas, só existe um Mestre que é o Senhor Jesus. Ele mesmo ensinou que os que se exaltam serão humilhados e que os que se humilham serão exaltados. Também deu o exemplo lavando os pés dos discípulos. Precisamos almejar a aprovação de Deus antes da exaltação por parte dos homens. A vaidade é um empecilho para a total dependência de Deus.
A autojustificação nos conduz ao legalismo e à hipocrisia. A autossuficiência só produz soberba e a autoexaltação alimenta nossa vaidade. Todas estas tentações nos impedem de sermos ramos ligados e dependentes da videira.
(resumo do sermão pregado no culto matutino na IP Jd. Guanabara no dia 19/10/14)
O Senhor Jesus ensina aqui aos discípulos um princípio fundamental da vida cristã: nossa ligação essencial com Ele, o próprio Jesus. Usando a figura da videira e seus ramos, o Mestre condiciona a produção de frutos com a permanência nEle. Um ramo não produz fruto sozinho, desconectado do tronco de onde nasceu. Nós passamos a ser novas criaturas quando nascemos em Cristo. Fomos destinados a viver nEle e glorificar o Pai com nossas obras, produzindo frutos.
É essencial para nossas vidas esta dependência, assim como os ramos dependem da videira para existirem e darem frutos. No entanto, como vivemos em meio a uma batalha espiritual e temos um inimigo que trabalha dia e noite para nos afastar de Deus, precisamos estar atentos às tentações que ele colocará em nosso caminho para impedir esta total dependência.
O primeiro impedimento é a tentação da autojustificação. Ela tem duas dimensões: diante de Deus somos tentados a nos auto justificarmos com nossos méritos para obtermos o seu favor. Diante dos homens somos tentados à manter uma aparência de santidade e, até mesmo, de superioridade. Jesus conta a parábola do fariseu e do publicano que sobem ao templo para orar (Lc 18:9-14). O fariseu se gabava de não ser igual aos pecadores, pois jejuava duas vezes por semana e dava o dízimo de tudo quanto ganhava. O publicano apenas batia no peito e suplicava a Deus: “sê propício a mim pecador”. Jesus afirma que o publicano foi justificado e não o fariseu. Não devemos achar que nossas boas ações nos fazem superiores aos outros ou que sejam suficientes para nos fazer merecer o favor de Deus. As obras não compram a salvação e nem o favor divino (Rm 3:19,20). Nossos atos de justiça não passam de trapos de imundícia (Is 64:6). Caminhando pela trilha da autojustificação corremos o risco de cair no legalismo, fazendo exteriormente o que é certo, mas tendo o coração longe de Deus, agindo com hipocrisia (Mt 23:27,28).
O segundo impedimento é a tentação da autossuficiência. Podemos achar que as nossas posses materiais ou intelectuais, a formação acadêmica ou o status sejam suficientes para nos garantir vida tranquila e segura. Precisamos lembrar-nos da transitoriedade da vida e da fragilidade de tudo que está ligado à nossa existência. Riquezas, conhecimento, status, tudo passa. Quanto mais nos apoiamos em valores e bens transitórios, mais nos achamos independentes (Lc 12:16-20). À igreja em Laodicéia Jesus lança o alerta: “Pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu”. Aquele que pensa que sabe muito, que tem tudo e alcançou o suficiente, ainda precisa acordar.
Finalmente, o terceiro impedimento à total dependência é a autoexaltação. Algumas pessoas sentem a necessidade de falar de si mesmas o tempo todo. Estão sempre reafirmando o que fizeram, o que gostam e não gostam e todas as suas façanhas, como se fossem o centro do universo. Muitas vezes não passa de insegurança, mas também uma maneira de reforçar independência. Jesus alertou os seus discípulos em Mt 23:1-12 sobre a soberba dos escribas e fariseus que gostavam de praticar boas obras para serem vistos, amavam os primeiros lugares e de serem reconhecidos publicamente como mestres. Mas, só existe um Mestre que é o Senhor Jesus. Ele mesmo ensinou que os que se exaltam serão humilhados e que os que se humilham serão exaltados. Também deu o exemplo lavando os pés dos discípulos. Precisamos almejar a aprovação de Deus antes da exaltação por parte dos homens. A vaidade é um empecilho para a total dependência de Deus.
A autojustificação nos conduz ao legalismo e à hipocrisia. A autossuficiência só produz soberba e a autoexaltação alimenta nossa vaidade. Todas estas tentações nos impedem de sermos ramos ligados e dependentes da videira.
(resumo do sermão pregado no culto matutino na IP Jd. Guanabara no dia 19/10/14)
28 de set. de 2014
A PESCA MARAVILHOSA
(Lição da classe de EBD na IP do Jd. Guanabara em 28/09/14)
Lc 5:1-11
INTRODUÇÃO
Os evangelhos registram que Jesus operou dois
milagres de multiplicação de peixes na pesca de seus discípulos. O primeiro,
que vamos analisar aqui, é registrado em Lucas 5:1-11 e o segundo em Jo
21:1-14.
Jesus
está junto ao lago de Genesaré, que também é conhecido como mar da Galiléia (Mt
4:18; Mc 1:16) e mar de Tiberíades (Jo 6:1; 21:1), e a multidão começa a chegar
mais perto. Ele vê alguns pescadores lavando suas redes e entra no barco de
Pedro, pedindo que afastasse um pouco da margem. Assentando-se no barco passa a
ensinar as multidões. Acabando de falar dirige-se a Simão dizendo que ele
deveria jogar as redes para pescar. Pedro responde que havia tentado pegar
algum peixe durante toda a anoite e não conseguira nada, porém, sob a palavra
do Mestre, ele lançaria as redes. Fazendo isso, ele e seus companheiros apanham
tamanha quantidade de peixes que as redes não aguentavam de tanto peso, sendo
necessário dois barcos para recolher a preciosa carga, fruto de um milagre.
Este fato maravilhoso faz com que Pedro reconheça sua
indignidade e seu pecado diante do Filho de Deus e seus companheiros ficam
impressionados. Jesus então o convida a ser pescador de homens e Simão Pedro
passa a segui-lo juntamente com Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus
sócios na pesca.
LIÇÕES QUE O MILAGRE NOS ENSINA
1.
Deixe seus pertences e sua profissão à disposição de
Jesus
Jesus escolheu o barco de Pedro para ser uma espécie
de plataforma onde pudesse ensinar as multidões. Simão não se opôs, ao
contrário disponibilizou sua ferramenta de trabalho, o barco que usava para
pescar, para servir de púlpito para o Mestre.
Aquilo que possuímos, na verdade
não é nosso, vem das mãos de Deus (I Cr 29:10-14). Tudo o que Deus nos dá, os
bens materiais e a nossa profissão, de onde tiramos o sustento para nossa
família, devemos administrar como bons mordomos.
Pense quão útil pode ser na obra do Senhor os seus
conhecimentos profissionais, seus talentos e toda a bagagem de experiência que
você acumulou ao longo de sua vida.
2.
Obedeça e tenha fé, por mais difícil que pareça
Mesmo
tendo tentado pegar peixes a noite toda, Pedro obedece, pois era o Mestre quem
estava falando. Sob a palavra de Jesus nenhuma tarefa é impossível ou demasiada
difícil de realizar e sempre encontra êxito.
3.
Compartilhe a benção
Diante
de resultado tão abundante, Pedro chama seus companheiros para ajudar e,
naturalmente, dividiu o resultado da pesca maravilhosa com eles. Não foi
egoísta, compartilhou a benção.
4.
Convença-se de que é indigno e pecador
Quanto
mais perto de Deus e de sua majestade e santidade, mais indigno e pecador o
homem se enxerga. Pedro percebeu com o milagre o quão pequeno seus pecados o
deixavam, assim como Abraão (Gn 12:27), Jó (42:6) e Isaías (6:5).
5.
Receba a missão que Deus está te dando
Jesus
declara sobre a vida de Pedro um novo propósito, uma nova direção: ser pescador
de homens. Como comparar milhares de peixes com as vidas de homens, mulheres,
jovens e crianças que estão carentes de ouvir a respeito de Jesus? Repare: Pedro
é chamado para o discipulado após a 1ª pesca maravilhosa e após a 2ª pesca
maravilhosa (Jo 21:1-14) ele é chamado ao apostolado.
6.
Dê prioridade às prioridades de Deus. Ele supre as
necessidades (sustento e unção)
Aquele dia foi de decisão não somente para Simão
Pedro, mas também para André, Tiago e João (veja também em Mt 4:18-22; Mc
1:16-20). Deixaram suas redes para seguir a Jesus. Não tiveram preocupação de
abandonar os barcos e as redes, pois já tinham visto que Jesus providencia o
sustento necessário quando assumimos as prioridades do reino. Não precisariam
também se preocupar em como cumprir a missão, pois o Espírito falaria por eles
(Mt 10:19; Lc 12:11,12).
Fontes: Bíblia versão Revista e Atualizada; Bíblia de
Estudo NVI; William MacDonald - Comentário Bíblico Popular; Earl D. Radmacher –
O Novo Comentário Bíblico; Warren Wiersbe – Comentário Bíblico Expositivo
1 de nov. de 2013
5 de out. de 2013
20 de set. de 2013
ALCANÇANDO UMA ESPIRITUALIDADE SAUDÁVEL
Vivemos em um tempo repleto de pressões e tendências negativas
que podem influenciar nossa relação com Deus e com os irmãos. São males do
nosso tempo que precisamos identificar:
1- Mal do utilitarismo. Percebemos que as pessoas e
instituições são valorizadas pela utilidade que representam, conforme a
conveniência dos indivíduos. Assim, amizades são feitas e mantidas na
conveniência do que podem render. O amigo rico, o amigo que pertence à
diretoria de uma grande empresa, o amigo que é amigo de famosos etc. O mesmo pode
acontecer com a igreja, quando pessoas estão mais interessadas no que podem
receber da comunidade. Assim, buscam a igreja que promete a cura, a
prosperidade, aquela com o grupo mais “animado” ou com as programações mais
frequentadas. Isso tudo leva ao enfraquecimento das relações e a uma
cultura do descartável.
2- Acúmulo de informações. Nosso dia a dia é bombardeado de
informações através da televisão, do rádio, jornais, revistas e da Internet. A
quantidade de informações torna-se massificante e não conseguimos digerir tudo.
O resultado são opiniões periféricas sobre diversos assuntos. Conhecimento
generalizado sobre tudo. Muitos passam a defender pontos de vista baseados
naquilo que ouviram falar, mas não tiveram tempo de refletir ou investigar a
fundo. A consequência para nossa espiritualidade é o desinteresse pelo estudo
bíblico. Pra que estudar se o Google pode me dar todas as respostas?
3- Pluralismo religioso. Nunca tivemos tanta exposição de
práticas religiosas a nos influenciar. As novelas, por exemplo, sempre
apresentaram convicções espíritas e agora as budistas. As igrejas de tendência
neopentecostal dominam horários da TV aberta e apresentam práticas repletas de
misticismo nos diversos rituais, obrigações, correntes e inovações litúrgicas.
Da mesma forma acentuam o sincretismo, trazendo influencias do candomblé e
umbanda para os seus rituais. A consequência é a confusão de conceitos e a construção
de uma religião pragmática onde o que importam são os resultados, que se
alcançam obedecendo a fórmulas pré-estabelecidas. Ao mesmo tempo faltam
certezas. Os crentes não conhecem nem as doutrinas cristãs mais básicas.
4- Mercado de Trabalho competitivo. Os jovens estão sendo
formados nas escolas e faculdades com o foco na carreira. Terminam a graduação
e se engajam no mestrado e doutorado e especializações. Até mesmo as crianças
estão sendo envolvidas nesta corrida, disputando vagas em escolas concorridas.
Tudo visa à construção de carreiras e a colocação no mercado de trabalho que se
mostra cada vez mais competitivo. O resultado é a falta de tempo para a
família, para a igreja e para atividades que promovam a espiritualidade.
5- A Fé mercantilizada. A associação entre os dízimos e
ofertas e as bençãos de Deus está levando ao entendimento errôneo de que a
benção pode ser comprada. Este é o retorno da simonia, prática de venda de
favores divinos, cargos na igreja, prosperidade e bens espirituais. O termo é
originado do nome de Simão o mago que quis comprar dos apóstolos o poder do
Espírito Santo (At 8:18,19). Como consequência estamos vendo surgir igrejas
adaptadas à lei de mercado. Quem tem capital pode ter a benção maior, quem não
tem fica a margem. O membro é valorizado então pelo que pode pagar.
Precisamos então desesperadamente buscar uma espiritualidade
mais sadia para as nossas vidas. Uma espiritualidade que valorize o estudo
bíblico doutrinário, que nos leve a usar com sabedoria o nosso tempo,
aplicando-o em coisas úteis.
Uso aqui a analogia dos exercícios físicos e sua utilidade
para o nosso corpo. Quem não se exercita e tem vida sedentária, quem se
alimenta mal, consumindo frituras, gordura em excesso, muito açúcar etc está
mais sujeito às doenças do nosso tempo: hipertensão, diabetes e até mesmo depressão.
Por outro lado, quem se exercita regularmente e tem uma dieta balanceada se
previne destas doenças.
O crente que se aplica à evangelização, que toma tempo para
ler e estudar a Bíblia, que valoriza o tempo que passa na igreja e na comunhão
com os irmãos, vê os resultados em sua espiritualidade.
Precisamos vivenciar uma igreja hoje denominada de igreja
missional, onde o importante são as pessoas e não o prédio, a estrutura. Uma
igreja que não vive das programações, mas que se programa para viver a comunhão.
Composta de crentes cujo objetivo de vida é fazer cumprir a missão de
compartilhar o Evangelho a todo tempo.
Acima de tudo precisamos buscar uma espiritualidade
gratificante, que nos faça bem e nos faça sentir bem, porque é fundamentada na
verdade da Palavra de Deus, porque busca a prática do cristianismo puro e
simples que nos ensinam os Evangelhos.
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