27 de out. de 2010

MARAVILHOSA GRAÇA
O vídeo baixo nos faz entender melhor...


Incrível Graça! Como é doce o som
que salvou um pecador como eu!
Estava perdido uma vez, mas agora fui encontrado;
era cego, mas agora posso ver.

Essa graça ensinou meu coração a temer,
é a graça que alivia meus medos;
como é preciosa a graça que apareceu
no momento em que eu acreditei nela.

Terminados muitos perigos, labutas, e armadilhas,
Eu estou voltando;
Essa graça trouxe-me seguro até aqui,
e a graça conduzir-me-á para casa.

O senhor prometeu-me bondade,
sua palavra me dá esperança;
meu escudo e porção será,
enquanto minha vida existir.

Sim, quando esta carne e coração falharem,
e a vida mortal cessar,
Eu possuirei, atravessando o véu,
uma vida da alegria e da paz.

Quando nós estivermos lá por dez mil anos,
brilhando como o sol,
não teremos menos dias para louvar a Deus
do que quando nós começamos.

3 de out. de 2010

UM DIA PARA DECIDIR, UMA VIDA PARA MUDAR

(Publicado no Boletim da IPRibeira no dia 03/10/2010)

    Hoje é um dia muito importante e decisivo para o povo brasileiro e, de modo particular, para as famílias. As eleições, um evento democrático legítimo, onde temos o privilégio de participar, escolhendo os nossos representantes no poder legislativo e executivo. Estes homens e mulheres que escolheremos para nos representar no senado, na câmara dos deputados, no governo do estado e, principalmente, na presidência da república, estarão tomando decisões, estabelecendo leis e diretrizes que influenciarão diretamente a nossa vida e o comportamento da sociedade.
    Precisamos lembrar que hoje o Congresso é pressionado a votar leis a partir de grupos influentes que geram os chamados lobbies, grupos esses que atuam diretamente sobre os deputados e senadores, pressionando para que votem segundo determinadas tendências de interesse particular. Também sabemos que a manifestação popular, quando acontece de forma organizada e persistente, pode promover mudanças, que foi o que vimos na votação antecipada do projeto “ficha limpa”.
    Alguns grupos que defendem a descriminalização do aborto já pressionaram e conseguiram modificações na legislação para serem votadas quando o Congresso voltar à atividade. O mesmo conseguiram os movimentos que apóiam as causas homossexuais, tais como o casamento gay e  a lei antihomofobia. Outros grupos, preocupados com o grande volume de dinheiro arrecadado nas igrejas pressiona para criar impostos para taxar os dízimos e ofertas. Outros estão incomodados com a presença de muitos pastores e evangelistas na programação do rádio e da TV e estão pressionando para que apenas jornalistas formados possam estar à frente dos programas. Até mesmo as prostitutas fazem o seu lobby para regularizar a sua “profissão”.
    No meio evangélico as lideranças mais expressivas tratam de firmar apoio a este ou aquele candidato, apresentando-os diante da igreja. Outros que se mantém na fama por conta da projeção na TV, assumem postura e mudam ao sabor de sua própria vontade, não se comprometendo com nenhum segmento evangélico, senão com eles próprios. No geral, falta unidade, falta representatividade, falta humildade. As disputas de fama, prestígio e poder se sobrepõem aos interesses da família e aos valores bíblicos.
    Em meio a este quadro, torna-se mais urgente que o povo aprenda a escolher os seus representantes na igreja e no Estado. Dar a César o que é de César não é só pagar os impostos, mas é também acompanhar de perto e saber o que “César” está fazendo que contraria a vontade de Deus. Dar a Deus o que é de Deus é também apresentar diante do Senhor pastores e líderes que cuidam do seu rebanho sem a sórdida ganância: “pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade” 1 Pedro 5:2.
    Portanto, a situação atual exige também de cada um de nós uma postura mais critica, um posicionamento mais atento às circunstâncias, buscar formas de influenciar positivamente nas esferas de atuação que dispomos em nosso dia a dia. Os que não acompanham os fatos, que não questionam, não buscam a verdade são os que se deixam manipular e se vendem para os políticos inescrupulosos e os pastores mercenários. Assim, continuaremos tendo cidades cheias de eleitores que votam nos candidatos que doam tijolo, quadras de esporte e prometem mas não cumprem e igrejas lotadas de fieis que não lêem e não estudam a Bíblia. Os que têm espírito bereano (veja em At 17:11) não engolem qualquer promessa, não se satisfazem com qualquer pregador, não acreditam em qualquer doutrina. São criteriosos, equilibrados, procuram a edificação, a unidade, o bem estar da família, são corajosos para enfrentar as hostes do mal firmados e fortalecidos na comunhão com o Senhor.
    Oremos para que Deus conceda ao seu povo mais profundidade no conhecimento bíblico, mais comunhão, mais discernimento para julgar todas as coisas. Oremos para que o povo brasileiro se conscientize que o poder de decisão está em suas mãos e que deve lutar para não permitir que a corrupção e a ganância se sobreponham aos interesses legítimos da nação. Oremos para que a vontade do Senhor se estabeleça em cada lar.

19 de ago. de 2010

Igrejas Universal e Mundial são seitas, diz Igreja Presbiteriana

Igrejas Universal e Mundial são seitas, diz Igreja Presbiteriana

"Seja eu, você, o bispo Macedo ou qualquer um de nós estamos sujeitos a nos enfermar", afirma reverendo presbiteriano ao explicar doenças que afetam os cristãos

A restrição que pastores e teólogos já faziam a respeito da teologia pregada pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) foi assumida de forma oficial pela Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB). A denominação de Edir Macedo foi considerada seita pela congregação histórica. A Mundial do Poder de Deus, liderada pelo apóstolo Valdemiro Santiago - dissidente da Universal -, entrou na mesma classificação.
"Essas igrejas não têm nenhuma preocupação quanto a fundamentação bíblica de suas crenças. É muito mais Deus me revelou, Deus me falou, do que propriamente uma consistência exegética, hermenêutica, de um estudo mais detalhado das escrituras. É muito mais catolicismo do que protestantismo?, justificou o reverendo Ludgero Bonilha Morais, secretário executivo do Supremo Concílio da IPB.
Em entrevista ao Guia-me, Ludgero explicou por que a igreja que não faz re-batismos decidiu desconsiderar o ritual de arrependimento realizado por João Batista que é feito pelas duas denominações neopentecostais.
"Nós entendemos que determinados batismos não ocorreram, eles utilizaram-se de uma gíria evangélica, mas o batismo efetivamente não aconteceu?, disse o reverendo.
Em comum entre as duas igrejas está a defesa da Teologia da Prosperidade, que ganhou força no Brasil na década de 1980. Denominações como Verbo da Vida e nomes como Valnice Milhomens propagaram os ensinos da confissão positiva no país.
Guia-me: Foi definido na última assembleia do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) que as igrejas Universal do Reino de Deus e Mundial do Poder de Deus são seitas. O que levou a IPB assumir essa decisão? Por que elas são consideradas seitas?
Rev. Ludgero: Por causa dos estudos que nós fizemos quanto a teologia dessa igreja [Universal]. É uma igreja que tem uma ênfase desproporcional em relação às pessoas da trindade, a dificuldade que sem tem em relação a singularidade das Escrituras, a defesa quanto ao aborto. São coisas dessa natureza.
Guia-me: Foram consideradas seitas apenas essas duas: Universal e Mundial?
Rev. Ludgero: A Mundial por causa da ênfase exagerada de revelações extra-Escrituras e uma ênfase muito grande na questão do milagre em detrimento da mensagem do Evangelho.
Guia-me: Essa decisão também inclui a doutrina da Teologia da Prosperidade?
Rev. Ludgero: Sim, também.
Guia-me: A Teologia da Prosperidade ganhou uma força muito grande nas décadas de 1980 e 1990 no Brasil com igrejas como Verbo da Vida e nomes como a apóstola Valnice Milhomens. Por que só agora a IPB tomou essa iniciativa?
Rev. Ludgero: Porque a Igreja Presbiteriana é muito consistente. As decisões do Supremo Concílio acontecem de quatro em quatro anos e nós não tomamos decisões precipitadas. Elas são estudadas, analisadas. Essas igrejas que estão acontecendo agora não têm declarações confessionais escritas. Muitas dessas afirmações são simplesmente verbais.
Um pastor de uma determinada igreja como essas diz alguma coisa no sul, e um outro pastor da mesma igreja diz outra coisa completamente disparatada no norte. Nós não temos uma consistência nas declarações. Por isso a gente espera que as igrejas se afirmem através de documentos, livros, publicações. Ao aguardar esses livros, evidentemente demora para firmarmos uma posição que já sabemos mas não podemos provar porque não tem uma documentação a respeito.
Guia-me: Mesmo que não tenham uma documentação, essas igrejas - desde Kenneth Hagin até Benny Hin - se baseiam biblicamente para justificar as suas crenças. A decisão da IPB seria um esforço para conter esse movimento de fé que conquista cada vez mais fiéis?
Rev. Ludgero: Essas igrejas não têm nenhuma preocupação quanto a fundamentação bíblica de suas crenças. É muito mais Deus me revelou, Deus me falou, do que propriamente uma consistência exegética, hermenêutica, de um estudo mais detalhado das escrituras. É muito mais catolicismo do que protestantismo.
Absolutamente não queremos conter ninguém. O fato é que não estamos preocupados com eles, mas com gente que vem dessas igrejas e que desejam se tornar membros da Igreja Presbiteriana. Como é que vamos recebê-los? É aí que nos preocupamos.
Guia-me: Vocês chegaram a decidir algo sobre outras denominações neopentecostais?
Rev. Ludgero: Não. Somente essas duas.
Guia-me: Qual a opinião da IPB a respeito das denominações que acreditam num processo de cura interior, de que o crente precisa ser liberto do que ele fez antes de se converter?
Rev. Ludgero: O que nós cremos é que no momento que uma pessoa aceita a Cristo como seu salvador, as coisas velhas se passam e eis que tudo se faz novo. Essas maldições hereditárias, essa bobajada toda que está sendo proclamada ultimamente, tem muito mais a vê com um conceito equivocado da obra perfeita e acabada de Cristo do que qualquer outra coisa.
Quando a obra de Cristo é aplicada na vida do crente, a Bíblia diz: - Para esse não há mais condenação. As coisas velhas passaram. Os pecados anteriormente cometidos foram todos perdoados, limpados e não há mais do que tratar desse assunto.
Guia-me: O que o senhor pensa a respeito de influenciar o mundo físico a partir do mundo espiritual, quando por exemplo é declarado a passagem de Isaías 53:5 ? "o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados"?
Rev. Ludgero: Veja só, o fato é o seguinte: Todos os seres humanos crentes, por mais piedosos que sejam inclusive, morrerão de alguma enfermidade. O sujeito está com 90 anos, ele morre da falência dos seus órgãos. Então a enfermidade é parte da queda da raça humana. O crente é salvo, mas, no entanto, não é colocado debaixo de uma redoma, ele não está protegido das intempéries da existência. Existem enfermidades que têm uma gênese num determinado pecado específico. O sujeito cometeu um determinado pecado,ele pode se enfermar por causa daquilo.
Agora existem várias enfermidades que não tem absolutamente nada a ver com questões propriamente de pecados específicos. O sujeito deu uma topada no degrau de uma escada e quebrou o dedão, não obrigatoriamente que isso seja relacionado a uma queda espiritual. Ele pode sofrer um acidente, ficar gripado, morrer de câncer e assim por diante. Isso faz parte de que nos vivemos de um mundo em queda. O pecado afetou a todos. Nós somos salvos, mas a nossa salvação se completa somente na glorificação. Paulo diz isso claramente na carta aos Romanos, que aquilo que é mortal não pode herdar a imortalidade, aquilo que é corruptível não pode herdar a incorruptibilidade.
Portanto, seja eu, você, o bispo Macedo ou qualquer um de nós estamos sujeitos a nos enfermar.

Igreja Mundial foi considerada seita pela Igreja Presbiteriana do Brasil
"por causa da ênfase exagerada de revelações extra-Escrituras e uma
ênfase muito grande na questão do milagre em detrimento da mensagem
do Evangelho".

Guia-me: Na sua opinião, a Igreja evangélica brasileira cresce de forma saudável à luz das Escrituras ou é apenas algo quantitativo?
Rev. Ludgero: Há muito mais quantidade do que qualidade. O fato é o seguinte: a Igreja evangélica no Brasil hoje está muito mais influenciada por esses líderes carismáticos que passam a ter uma hegemonia sobre a Igreja. A Bíblia diz claramente que quando um profeta fala os outros devem julgar. Então esse tipo de julgamento, esse critério da Igreja, claro que só uma Igreja amadurecida pode fazer isso, não está acontecendo nos nossos dias.
Infelizmente há muita gente entrando para as igrejas neopentecostais mas sem nenhum conhecimento da Palavra de Deus. Não há um estudo sério da Bíblia. São pessoas praticamente ignorantes quanto a Palavra de Deus mas se fiam muito naquilo que o profeta ou o apóstolo falou. É essa coisa de autoridade espiritual sem questionamento.
Guia-me: Tanto que é bastante comum a pessoa se converter numa igreja neopentecostal e acabar migrando para uma denominação com mais solidez bíblica.
Rev. Ludgero: Sim. É por isso a decisão do Supremo Concílio. Muitas pessoas estão vindo para a nossa igreja, da Igreja Universal, da Igreja Mundial da Graça. Muitas pessoas.
Guia-me: Por que foi decidido que o batismo dessas igrejas não seria válido?
Rev. Ludgero: Nós não rebatizamos. Nós entendemos que determinados batismos não ocorreram, eles utilizaram-se de uma gíria evangélica, mas o batismo efetivamente não aconteceu. É como acontece, por exemplo, com o nosso conceito em relação ao batismo católico romano. Nós não rebatizamos, nós batizamos.
Por Felipe Pinheiro
Fonte: Guia-me

13 de ago. de 2010

FÉ, FERVOR, PERSEVERANÇA

Publicado no boletim da IP Ribeira em 14/08/2010

    Em nosso caminho de jejum e oração pela família, precisamos estar bem conscientes de onde queremos chegar e como chegaremos lá. Nossos alvos precisam estar bem claros em nossas mentes e corações. A visão clara do que precisa ser resgatado, a noção exata do que precisamos defender, a consciência esclarecida sobre as armas que o nosso inimigo tem usado e, principalmente, como nos defenderemos.
    Temos visto que a família é uma instituição criada por Deus, a qual Ele muito valoriza e, por isso mesmo, alvo dos ataques malignos em diferentes frentes: nos relacionamentos trazendo conflitos não resolvidos, brigas entre casais, pais e filhos e entre irmãos. Na estrutura familiar promovendo separações, divórcios e o desinteresse pelo casamento com a propaganda do homossexualismo, adultério, crescimento da pornografia, da promiscuidade entre os jovens, que leva a falta de compromisso, gravidez precoce, perda da dignidade da mulher e outras mazelas.
    Temos visto também a necessidade de uma postura mais objetiva, buscando a Deus pela família que é uma forma de sairmos da acomodação, de não ficarmos apenas observando tudo desmoronar sem fazer nada. Queremos lutar contra os ataques do inimigo, queremos ter famílias harmoniosas, felizes. Queremos que em nossos lares haja diálogo, amor, entendimento, compreensão, santidade. Por isso, temos que entrar na batalha espiritual com as armas que o Senhor nos deu: jejum, oração, santificação.
    A oração é o principal meio de contato com Deus e também, por conseqüência o principal meio de abrir portas para o crescimento espiritual, santificação de vida e obter as bênçãos que almejamos. Quando oramos estamos usando a Fé, sabendo que aquilo que pedimos Deus irá conceder, se o pedimos debaixo de sua soberana vontade. Não consegue nada de Deus aquele que ora sem ter Fé: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6). Na carta de Tiago aprendemos que aquele que duvida do que pede a Deus é inconstante como a onda do mar: “Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento” (Tiago 1:6).
    Também a oração precisa ser autêntica, expressão verdadeira do que anseia o nosso coração. Jesus criticou duramente os hipócritas que oravam em praça pública, visando tão somente serem vistos e admirados por sua suposta santidade (Mateus 6:5). Deus espera que nossa oração seja fervorosa, intensa, como foi a oração de Ana quando pedia a Deus um filho, ela derramou sua alma diante do Senhor (ISm 1:15). Precisamos ansiar intensamente aquilo que pedimos do Senhor, absorver a necessidade do pedido e o quão verdadeiro é o nosso desejo de obte-lo. Isso é orar com fervor.
    Mas nenhum pedido cumpre seu objetivo se não permanece sendo apresentado diante do Senhor pelas orações até que seja atendido. O que desiste de orar antes de receber é porque não tinha Fé ou convenceu-se de que não era importante o que pedia. Se estivermos pedindo com Fé, na certeza das coisas que se esperam e na convicção dos fatos que ainda não vemos (Hb 11:1) e se oramos com fervor, absorvidos totalmente pela necessidade daquilo que clamamos a Deus, perseveraremos na oração, até que do alto ela seja respondida. Perseverar é não desistir, é manter acessa a chama, não sossegar antes que Deus fale, antes de chegar alguma resposta. Elias orou perseverantemente para que chovesse sobre Israel mesmo não vendo resposta por seis tentativas. Mas, considerou como respondida sua petição quando soube de uma pequena nuvem no céu (IRs 18:41-46).
    Fé, Fervor e Perseverança, os três elementos essenciais para que a oração seja atendida. Memorize estas três letrinhas: FFP para lembrar-se no momento da sua oração diária.
        Rev. Tiago Silveira

19 de jul. de 2010

Sand Art - "One man's Dream 2010" - SandFantasy





Uma forma muito criativa de se contar uma estória, usando a arte com areia...

PROTEGIDOS POR DENTRO E POR FORA

Publicado no Boletim da IP Ribeira em 18/07/2010

O inverno é estação preferida de muitas pessoas. Normalmente é a época de tirarmos os casacos e agasalhos do armário. É um momento em que as pessoas parecem mais elegantes, mais bem vestidas.
Estou escrevendo este texto aqui de Curitiba onde já ouvi falar que a temperatura chegou a 4°. Hoje a previsão é de 7°. Nestas condições recorremos às jaquetas, casacos, suéteres, gorro, cachecol etc. O objetivo principal dos agasalhos não é somente proteger o corpo do frio ao redor, mas principalmente, manter a temperatura do próprio corpo, não permitindo a perda de calor natural. Acabamos então recorrendo a várias peças de roupa que vão sendo sobrepostas (o efeito cebola). Assim, acabamos nos provendo de uma espécie de “armadura” que nos protege, conservando nossas defesas naturais.
Isto nos faz pensar na armadura do cristão que o Apóstolo Paulo nos fala em Efésios 6:13-17. Ele nos recomenda usar o cinto da verdade, a couraça da justiça, calçar os pés com o Evangelho da Paz, usando também o escudo da fé, o capacete da salvação e a espada do Espírito.
Claro que a sua visão era de um soldado bem protegido e armado para ir à guerra contra as forças espirituais do mal (v. 12). Porém, podemos nos lembrar da “armadura” que usamos contra o frio, conservando nosso calor corporal, como uma boa ilustração do que precisamos fazer para enfrentar o nosso inimigo espiritual.
Sabemos que aqueles que entregaram suas vidas ao Salvador Jesus Cristo já são novas criaturas, não servem mais ao pecado, desenvolvem em suas vidas um novo caráter, marcado por valores morais, éticos e espirituais que identificam claramente os discípulos de Cristo: a verdade e a justiça, a devoção espiritual, o bom testemunho, a oração. Estes e outros valores nos aquecem a alma em uma comunhão fervorosa com o nosso Deus. Mas também sabemos que o inimigo quer esfriar a nossa relação com o Senhor. Ele quer congelar nossas relações fraternas dentro da igreja, quer baixar a temperatura de nosso entusiasmo com a obra de Deus.
Então, para não sermos vitimados pelo frio espiritual precisamos manter nossa alma aquecida, mantendo seu calor natural que em nós foi colocado pelo Senhor e que Ele mesmo acrescenta dia a dia. Ao mesmo tempo, com a mesma armadura, nos protegemos dos dardos inflamados do maligno (Ef 6:16).
Se você tem achado sua vida espiritual um tanto fria e até mesmo o frio do inverno afeta o seu entusiasmo, impedindo-o de estar em comunhão com os irmãos na igreja? procure proteger-se vestindo-se com louvor, calçando-se com a leitura da Palavra, abrigando-se na Casa do Senhor.
Manter a temperatura espiritual aquecida é a melhor forma de nos protegermos contra a frieza que o inimigos quer impor sobre nós. Usar o cinto da verdade, a couraça da justiça, calçar os pés com o Evangelho da Paz, usar o escudo da Fé, o capacete da Salvação e a espada do Espírito vai nos proteger dos seus ataques externos.

28 de jun. de 2010

A OPÇÃO POR UMA VIDA DE INTEGRIDADE

Publicado no boletim da IPRibeira - 27/06/2010

O mundo inteiro viu o gol de Luis Fabiano na partida contra a Costa do Marfim. Uma bonita jogada, com dois chapéus sobre os adversários culminando com um chute certeiro que finalizou em gol. Pena que ficou a dúvida sobre a condução feita com o braço e com a mão no meio da jogada. O que uma das muitas câmeras espalhadas pelo campo também mostrou foi o rápido diálogo de Luis Fabiano com o árbitro francês após o gol. Pelas imagens temos a impressão que o juiz pede a confirmação do jogador se a bola não havia tocado a sua mão ou o braço, ao que o atleta nega imediatamente.
Sabemos que o gol já estava confirmado e não seria anulado, sabemos também que existia a dificuldade de comunicação por não falarem a mesma língua. Seria difícil explicar que o toque foi involuntário. No final fica a dúvida: foi intencional ou foi realmente involuntário?
Este episódio nos faz pensar sobre a maneira como reagimos diante situações de pressão no dia a dia. Falar a verdade e assumir a responsabilidade pelos próprios atos, não deixar dúvidas sobre suas verdadeiras intenções, pode ser difícil em determinadas circunstâncias.
Como discípulos de Cristo, em um mundo corrupto e corruptor, somos pressionados o tempo todo a deixarmos de lado valores éticos para tentar acomodar as coisas, o famoso jeitinho. Fazer o que todo mundo faz é uma grande tentação. “A verdadeira integridade implica em você fazer o que é certo quando ninguém está olhando ou quando todos estão transigindo” (Charles R Swindoll). Cada dia que passa fica mais necessário assumirmos uma vida de integridade para não sermos tragados pela corrente que conduz pelo caminho largo.
Integridade é a qualidade daquele que está inteiro, que não sofreu qualquer diminuição. É ser completo, intacto. O Salmo 15 nos ensina que a integridade e a verdade são marcas daquele que vai morar com Deus: “Quem, SENHOR, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte? O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade” (Sl 15:1,2). O Rev. Ricardo Barbosa declara: “Talvez a maior crise do cristianismo ocidental contemporâneo seja a crise de integridade, a incapacidade de integrar aquilo que cremos com a realidade e a forma como vivemos. Parece que existe entre nós uma falsa premissa de que, se temos uma boa música, temos uma boa adoração; se temos uma boa doutrina, temos uma boa espiritualidade; se temos um bom programa eclesiástico, temos uma missão, e por aí vai”
É terrível quando confundimos freqüência na igreja com vida de santidade; momento de louvor com vida de Louvor; momento de dedicação com vida de fidelidade. O que fazemos dentro das quatro paredes do templo é uma preparação para a prática diária da vida cristã que se caracteriza por ser sal e luz no mundo.
Cremos que um dos maiores exemplos de integridade na Bíblia é a vida de Daniel. Ele tomou a firme resolução de não se deixar contaminar (Dn 1:8). Aprendemos assim, que integridade é uma opção de vida, uma conduta que se assume como padrão. Porém, ele não estava sozinho, não dependia apenas do seu esforço, mas contava com a misericórdia de Deus: “Ora, Deus concedeu a Daniel misericórdia e compreensão da parte do chefe dos eunucos”. Se o Senhor não tivesse interferido de nada adiantaria toda a atitude resoluta de Daniel, uma hora ele iria cair.
Nas horas em que você for pressionado para tomar o caminho largo, lembre-se de orar e pedir a graça de Deus para manter resolutamente a decisão de não se contaminar com a dissimulação, o jeitinho, a corrupção. Lembre-se: ser íntegro é uma opção de vida é o padrão da vida de quem leva a Bíblia a sério.
Rev. Tiago Silveira