1 de mai. de 2017

APRENDENDO COM JESUS NO CAMINHO PARA EMAÚS

O evangelista Lucas, no capítulo 24, registra um encontro revelador de dois discípulos com o Cristo ressurreto. Ele informa o nome de um deles, Cléopas (Lc 24:18) e que estavam na estrada que ligava Jerusalém à aldeia de Emaús, que ficava a cerca de 12 km. O próprio Cristo se aproxima, pergunta o que estavam conversando e depois lhes ensina o que as Escrituras falam a respeito dele mesmo. Eles o convencem a entrar na casa, perto da aldeia, para fazerem uma refeição juntos. Ali puderam reconhecer que era o Mestre, quando este partiu o pão.
               
O episódio nos ensina muito. Em primeiro lugar nos fala sobre a paciência e cuidado que o Senhor tem conosco. Os discípulos incrédulos e desesperançados foram acompanhados pelo Mestre e contaram tudo o que Ele já sabia, mas fez questão de ouvir. A confissão dos nossos lábios revela para nós mesmos o verdadeiro estado de nossas almas. Por esse motivo é tão importante a oração sincera que fazemos diante de Deus, confessando nossos pecados, falando de nossas tristezas, decepções e perplexidades. Ele, mansamente, nos consola, instrui e reanima com os ensinos de sua Palavra. Por isso, oração e leitura da Bíblia sempre foram os principais meios de comunhão, conforto e esclarecimento para os discípulos.
               
Em segundo lugar, percebemos que o Senhor não quer que nenhum de seus seguidores seja ignorante quanto às verdades que estão na Palavra a seu respeito. O capítulo inicia falando do encontro das mulheres com anjos na entrada do túmulo. Eles fizeram com que elas lembrassem as palavras de Jesus (vs. 4-8). Ele mesmo apontou aos discípulos no caminho de Emaús o que as Escrituras ensinam, como vimos acima. Depois, no mesmo capítulo, aparece aos outros discípulos e relembra o que lhes havia ensinado (vs. 44-47), dá provas de sua ressurreição, comendo na presença deles e também os exorta a testemunhar (v. 48). Não nos faltam oportunidades de aprendermos o que é essencial nas Escrituras para nosso crescimento espiritual e prática da missão.
               
Finalmente, podemos confirmar que a presença de Jesus ao nosso lado é real, Ele anda conosco, nos caminhos que trilhamos diariamente. Ele está presente nas refeições, quando estamos reunidos e em cada situação de nossas vidas. A sua presença é confortadora, nos anima nos encoraja e nos relembra nossa missão. Ele enviou anjos para confortar as mulheres, caminhou com os discípulos para reanima-los e comeu na presença deles para lhes fortalecer a Fé.
               

Graças a Deus por seu Filho Jesus, sempre presente em nossas vidas.

TOMÉ, O INCRÉDULO

Tomé, chamado Dídimo, um dos Doze, não estava com os discípulos quando Jesus apareceu. Os outros discípulos lhe disseram: “Vimos o Senhor!” Mas ele lhes disse: “Se eu não vir as marcas dos pregos nas suas mãos, não colocar o meu dedo onde estavam os pregos e não puser a minha mão no seu lado, não crerei” (Jo 20:24,25)

Tomé não estava junto com os outros discípulos quando Jesus apareceu na primeira vez. Perdeu a oportunidade de presenciar quando o Mestre lhes concedeu a Paz, mostrou as mãos e o seu lado e soprou sobre eles o Espirito Santo (João 20:19-23). Ele teve que passar uma semana remoendo sua incredulidade.

Não sabemos onde ele estava quando Jesus apareceu ressuscitado, sabemos que ele perdeu a benção e e não acreditou que ela tinha acontecido. Devemos pensar em Tomé quando nos sentimos tentados a não ir à igreja. Quantas bênçãos, quantas alegrias perdemos ficando em casa ou nos envolvendo em outros interesses. Muitos crentes trocam a benção do culto ou da Escola Dominical para tratar de assuntos da casa ou resolver problemas pessoais. Depois enfraquecem na fé e sentem dificuldades de passar pela provação. Não se apercebem da necessidade de estarmos em comunhão, do valor que Deus coloca na reunião do seu povo. Na comunhão da igreja enxergamos muito mais do que quando estamos sozinhos.

Tomé tinha disposição para estar com Jesus em qualquer situação e até morrer com ele (João 11:16). Tinha desejo de saber a verdade e não se envergonhava de perguntar (Joao 14:5). Seu problema porém não eram as dúvidas, mas a incredulidade, conforme lhe advertiu o próprio Jesus (João 20:27). Podemos buscar conhecer mais e nos aprofundarmos investigando a verdade antes de dizer que cremos, como fizeram os crentes de Bereia (At 17:11,12). Deus não quer seguidores bobos que repetem credos como papagaios. Porém, Tomé se recusou terminantemente a crer e ainda impôs condições.


A paciência e misericórdia de Deus são muito grandes. Ele desce ao nível onde estamos para nos elevar para onde deveríamos estar. Jesus concedeu as provas de fé a Tomé, como aconteceu com Gideão (Juízes 6:36-40), que também queria ver para crer. O Senhor, no entanto, se alegra mais naquele que crê para ver as maravilhas divinas.

A ENTRADA TRIUNFAL DE JESUS EM JERUSALEM

Ao entrar em Jerusalém, montando um jumentinho, Jesus estava cumprindo a profecia registrada em Zacarias 9:9: “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta”. As pessoas ali não lembraram que a profecia prometia um Rei justo e humilde. Na verdade, queriam um Rei que lhes conquistasse a liberdade política, um rei batalhador, com uma espada nas mãos pra expulsar os romanos, um desejo imediato que não seria atendido.

Achavam que ele iria resolver seus problemas, sabiam que havia ressuscitado a Lázaro. Ao descobrirem que não era um grande conquistador guerreiro, o rejeitaram e pediram sua crucificação. Os gritos “crucifica-o, crucifica-o” eram tão altos quanto os gritos de “Hosana, bendito o que vem em nome do Senhor”.

Muitas pessoas colocam expectativas erradas sobre Jesus. Esperam que Ele lhes resolva todos os problemas, que lhes conquiste vitórias sobre todas as batalhas, mas não querem se submeter a este Rei. Os que se enganam sobre Jesus não seguem com Ele, porque preferem seguir o seu prórpio pensamento e a sua própria vontade.

Jesus havia chamado seus discípulos a tomar o seu jugo: Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve (Mateus 11:29-30). O jugo era usado para emparelhar dois animais, para dominar e disciplinar. Muitos dos que aclamaram a Jesus estavam sob o jugo romano e sob o jugo do pecado, mas não sob o jugo de Jesus. O jugo de Jesus é leve porque Ele não é de um tirano, um rei dominador. Ele controla pessoas indomáveis como o jumentinho que nunca tinha sido montado, mas o faz de forma amorosa. É necessário o toque do Espírito e a entrega verdadeira dos insubimissos, rendendo-se ao Rei justo e humilde.


Um Rei estava entrando em Jerusalém, nem todos ali sabiam exatamente quem era, nem todos ali estavam dispostos a renderem-se sob a justiça desse Rei, nem todos estavam dispostos a aceitá-lo como verdadeiramente Ele é e não como eles desejam que Ele seja.

25 de jan. de 2017

MEDITAÇÕES NOS DEZ MANDAMENTOS - 10º Mandamento

Êxodo 20:17 NVI
“Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seus servos ou servas, nem seu boi ou jumento, nem coisa alguma que lhe pertença”

O decálogo fecha com um mandamento que não se refere a um ato, mas a uma intenção, algo que acontece no interior de cada um. Ali, no íntimo, iniciam-se todos os pecados (Tiago 1:13-15). Por isso é tão importante cuidar daquilo que abrigamos em nosso pensamento, ocupando nossa mente com o que é verdadeiro, justo, de boa fama, puro... (veja a lista completa em Filipenses 4:8).

Se o sétimo mandamento proíbe o adultério, o décimo proibe o desejo sobre a mulher do próximo. Jesus ampliou esse entendimento ensinando que a Lei vai além da letra. Não apenas o que fazemos pode prejudicar o próximo e nossa relação com Deus, mas também os nossos sentimentos interiores ou o desprezo que nutrimos contra alguém (Mateus 5:21,22; 27,28).

O apóstolo Paulo nos lembra que o amor é o cumprimento da Lei (Romanos 13:8-10). Quem ama não mata, não cobiça, não fala mentiras contra o próximo. Amar a Deus de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e com todas as nossas forças e ao próximo como a nós mesmos, são os maiores mandamentos, segundo o nosso Mestre (Marcos 12:28-31).

MEDITAÇÕES NOS DEZ MANDAMENTOS - 9º Mandamento

Êxodo 20:16 NVI
“Não darás falso testemunho contra o teu próximo"

Os tribunais não tem utilidade se as pessoas comparecem ali para mentir.  Tanto acusação como defesa precisam sempre um compromisso com a verdade.

A maledicência é outro grave defeito condenado também por Deus (Êxodo 23:1). Falar mal de outra pessoa, inventar mentiras para prejudicar alguém é chegar ao ponto mais distante dos ensinos bíblicos de amarmos e suportarmos uns aos outros. A maledicência é promovida pelo inimigo  (1 Timóteo 5:14) pois ele é o pai da mentira (João 8:44).

O discípulo fiel é verdadeiro e confiável, tem uma só palavra (Mateus 5:37), não pratica a mentira (Colossences 3:9; Efésios 4:25). Ele sabe que ama um Deus verdadeiro, no qual podemos confiar, pois cumpre todas as suas promessas e tem filhos que são iguais a Ele.

MEDITAÇÕES NOS DEZ MANDAMENTOS - 8º Mandamento

Êxodo 20:15 NVI
“Não furtarás"

Todo furto ou roubo é um ato egoísta. Pode ser motivado por inveja, cobiça ou mesmo por necessidade, mas em nenhum caso é justificável. 

Existem formas violentas e não violentas de furto ou roubo. Quando governantes impõem taxas e impostos exorbitantes estão quebrando o oitavo mandamento. Quando sorrateiramente se apoderam do dinheiro público em falcatruas e pratica de corrupção. Quando patrões oprimem seus empregados deixando de pagar, atrasando o que serve de sustento ao trabalhador ou pagando salario injusto (Deuteronômio 24:14,15). Emprestar com usura, extorquindo o próximo (Ezequiel 18:3; 22:12). Quando o cidadão sonega taxas e impostos devidos ao governo (Romanos 13:7). O comerciante que usa balança enganosa (Provérbios 11:1).

Nossos bens materiais devem ser adquiridos com o nosso trabalho e não com furto ou roubo e não apenas para deleite pessoal, mas também para ajudar o necessitado (Efésios 4:28). Não acumulamos tesouros na terra que podem ser roubados, preferindo os tesouros no céu  (Mateus 6:19).

MEDITAÇÕES NOS DEZ MANDAMENTOS - 7º Mandamento

Êxodo 20:14 NVI
“Não adulterarás."

O sétimo mandamento, assim como o quinto, visam preservar a harmonia familiar. Os filhos devem honrar os pais (Êxodo 20:12), os pais devem honrar os filhos (Efésios 6:4) e os cônjuges devem honrar um ao outro. A fidelidade no matrimônio é o alicerce da vida conjugal.

O adultério começa com um olhar e os olhos, guardando intenções impuras, podem condenar todo o corpo. (Mateus 5:27-30).

Vivemos em uma sociedade sensualizada, que incita a busca do prazer individual, a experiência das emoções, de forma irresponsável, desconectadas de sentido ético. Basta lembrar o crescimento da industria pornográfica e a facilitação dada pela internet na produção de desejos, promovendo a ditadura do corpo. Saber controlar os desejos impróprios para não ser dominado por paixões desenfreadas é uma questão que envolve diretamente a relação com Deus pois Ele nos chamou para uma vida de santidade (leia 1Tessalonicenses  4:1-8). O rei Davi experimentou na própria pele as consequências amargas de um olhar lascivo não dominado (2Samuel 12:13,14).

Para cumprir o sétimo mandamento é necessário manter em honra e respeito a relação conjugal, visando preservar a família. Lembrando que a mesma é estabelecida a partir do casamento e não antes dele. Envolve auto controle sobre o corpo, as intenções impuras, o olhar lascivo o desejo plantado em meio às facilidades de uma sociedade abarrotada de promiscuidade e individualismo.