31 de dez. de 2017

Salmos 4:1‭, ‬3‭-‬4‭, ‬7‭-‬8

Responde-me quando clamo, ó Deus da minha justiça; na angústia, me tens aliviado; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração.  Sabei, porém, que o Senhor distingue para si o piedoso; o Senhor me ouve quando eu clamo por ele.  Irai-vos e não pequeis; consultai no travesseiro o coração e sossegai.  Mais alegria me puseste no coração do que a alegria deles, quando lhes há fartura de cereal e de vinho.  Em paz me deito e logo pego no sono, porque, Senhor , só tu me fazes repousar seguro.

Existe uma ligação e uma semelhança entre o Salmo 3 e o Salmo 4. Ambos são salmos de lamentação e alguns estudiosos consideram que eram originalmente uma única composição.

No Salmo 3 Davi clama em meio a uma ameaça de morte. No Salmo 4 ele está agradecido pois tinha recebido alívio.

É importante demais reconhecer os livramentos que o Senhor nos dá. Continuamos clamando como Davi, mas confiantemente, pois sabemos que Deus tem nos aliviado nas angústias.

 Ele também tinha consciência da escolha de Deus. Ele foi eleito para o trono, escolhido para ser rei em Israel e não seria removido de seu lugar pela fúria dos homens. Ele confiava que o propósito do Senhor para a sua vida se cumpriria. O que nos dá segurança é saber que Deus nos escolheu e, mesmo nas aflições, Ele separa para si o piedoso e lhe ouve a  oração.

As circunstâncias adversas podem nos deixar irados, mas não podem nos deixar rancorosos, deixando o inimigo ter vez (Efésios 4:26). Podem nos abalar momentaneamente, mas ao deitar a cabeça no travesseiro vamos perceber que a alegria que Deus nos concede é maior que a prosperidade dos ímpios e a paz que Ele nos dá permite-nos dormir sossegados (Salmos 3:5).

10 de out. de 2017

Salmos 3:4‭-‬5

Salmos 3:4‭-‬5 NVI
Ao Senhor clamo em alta voz, e do seu santo monte ele me responde. Pausa  Eu me deito e durmo, e torno a acordar, porque é o Senhor que me sustém.

Este salmo provavelmente foi escrito por Davi durante a rebelião de Absalão, seu filho (veja 2 Samuel 15 a 17). Nessa ocasião o rei Davi saiu de Jerusalém com seus homens de guerra e viu crescer ao redor os traidores e tinha o próprio filho querendo matá-lo e tomar o seu lugar.

Cercado de inimigos, muitos dizem que Deus não o salvará (vs. 1,2). As opiniões negativas e os descrentes sempre aparecem no momento da crise. A mulher de Jó, observando sua situação deplorável aconselhou o marido: "amaldiçoa teu Deus e morre" (Jó 2:9).

Davi clama a Deus e sabe que Ele o ouviu (vs. 4,7). A oração sempre é o nosso melhor recurso.

Mesmo cercado de inimigos, pode dormir em paz, Deus está cuidando da sua vida (vs. 3,5,6,8). Quantas vezes somos atacados pela insônia pensando nos problemas, buscando saídas, lamentando uma perda, inconformados com uma traição. Algumas pessoas em estado depressivo dormem em excesso, preferem não acordar para a realidade da vida. Davi podia deitar, dormir e despertar pois tinha orado a Deus e sabia que o Soberano está no controle de tudo.
Rev. Tiago Silveira


Salmos 2:1‭-‬4

Salmos 2:1‭-‬4 NVI
Por que se amotinam as nações e os povos tramam em vão?  Os reis da terra tomam posição e os governantes conspiram unidos contra o Senhor e contra o seu ungido, e dizem:  “Façamos em pedaços as suas correntes, lancemos de nós as suas algemas!”  Do seu trono nos céus o Senhor põe-se a rir e caçoa deles.

Este é um salmo Real, fala-nos do Messias, o Senhor Jesus, Filho de Deus, que foi estabelecido pelo Pai como rei sobre toda a terra, sobre todas as nações.

Os reis da terra se rebelam contra Deus, imaginam que encontram liberdade rejeitando o criador. O fato é que todos nós servimos a alguém  (consciente ou inconscientemente), seja um rei humano, uma organização ou a nós mesmos e a nossos desejos egoístas. Melhor é servir ao Deus que nos criou e que sempre tem o melhor para nós.

Deus ri da ilusão de poder das Nações, querendo se livrar da soberania divina. Como um pai que observa um filho, ainda criança, achando que consegue correr mais que seu pai.

A igreja quando estava debaixo de perseguição orou a Deus, lembrando o salmo 2 (Atos 4:25,26), reconhecendo o plano eterno que se cumpriu ali em Jerusalém, quando Herodes, Pilatos, os gentios e os povos de Israel se juntaram contra o ungido de Deus (Atos 4:27) Clamaram para serem preenchidos de mais intrepidez e continuar anunciando a Palavra.

Deus recomenda às nações que se submetam ao Rei ungido, para que escapem da sua ira (Salmos 2:10-12). Já está chegando o dia quando todos, ricos e pobres, sábios e ignorantes, os poderosos e o povo se encontrarão diante do Rei Jesus que julgará as nações e estabelecerá o seu reino eterno. Nesse dia todos vão declarar que Jesus Cristo é o Senhor.
Rev. Tiago Silveira

Salmos 1:3‭-‬5

Salmos 1:3‭-‬5 NVI
É como árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prospera!  Não é o caso dos ímpios! São como palha que o vento leva.  Por isso os ímpios não resistirão no julgamento nem os pecadores na comunidade dos justos.

As escolhas do justo o levam a resultados favoráveis em sua vida. Ele evita os conselhos dos ímpios, não acompanha os pecadores e não convive com escarnecedores. Prefere aplicar seu tempo na meditação produtiva da Palavra de Deus, é sustentado por Ele e tem uma vida frutuosa.

O resultado é que o justo ganha estabilidade e segurança, mas o ímpio é como palha sem valor levada pelo vento.

O salmista compara o justo à uma árvore que tem suprimento constante de água e que dá frutos dentro das estações corretas.

O rio representa a provisão de Deus, a sua graça que sustenta e dá vigor e alegria (Salmos 46:4). Os frutos na vida do justo são pessoas que ele conduz a Deus (Romanos 1:13), um caráter forjado pelo Espírito Santo (Gálatas 5:22,23), as boas obras que produz (Colossenses 1:10).

Os frutos não são para alimento da árvore, Alimentam outros e contém dentro de si sementes que resultarão em futuros frutos. Na vida do justo eles só existem porque as raízes tem bom suprimento constante nos rios do Senhor e por causa da comunhão essencial e permanente com Cristo (João 15:4,5).
Rev. Tiago Silveira

Salmos 1:1,2

Salmos 1:1‭-‬2 NVI
Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores!  Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor , e nessa lei medita dia e noite.

O Salmo 1 descreve de forma comparativa o caráter do justo e sua recompensa e o destino dos ímpios.

Ao falar do justo, descreve-o como alguém muito feliz, primeiro mostrando o que Ele não faz e depois no que ele tem prazer de ocupar o seu tempo.

Aquilo que o justo não faz é narrado de forma progressiva. Primeiro ele não anda com o ímpio, não adota e nem segue os seus conselhos, seu padrão de vida. Em segundo lugar, ele não imita os pecadores, não age como eles, não se detém nos seus caminhos. Finalmente, o justo não se assenta, não se acomoda (Romanos 12:2) de forma permanente entre os zombadores, não os acompanha nos lugares que costumam frequentar.

A segunda parte revela o que, de fato, traz satisfação ao justo, o que lhe completa e lhe faz bem: a Lei do Senhor, a Palavra de Deus, os seus desígnios. É o que ele segue, o que forma o seu caráter e permanece com ele sempre.

Para usufruir de todas as bênçãos da Palavra e receber a formação e ensino, o justo medita nela diuturnamente. Não apenas lê e toma conhecimento. Não se aproxima só para se informar, mas aplica um tempo para experimentar mudança interior. Isso o justo só consegue pelo estudo aprofundado e permanente da Lei do Senhor.

Evitando o mal e não se deixando influenciar por pecadores e procurando o aprendizado permanente na Palavra, O homem justo alcança perfeita felicidade.
Rev. Tiago Silveira

1 de mai. de 2017

APRENDENDO COM JESUS NO CAMINHO PARA EMAÚS

O evangelista Lucas, no capítulo 24, registra um encontro revelador de dois discípulos com o Cristo ressurreto. Ele informa o nome de um deles, Cléopas (Lc 24:18) e que estavam na estrada que ligava Jerusalém à aldeia de Emaús, que ficava a cerca de 12 km. O próprio Cristo se aproxima, pergunta o que estavam conversando e depois lhes ensina o que as Escrituras falam a respeito dele mesmo. Eles o convencem a entrar na casa, perto da aldeia, para fazerem uma refeição juntos. Ali puderam reconhecer que era o Mestre, quando este partiu o pão.
               
O episódio nos ensina muito. Em primeiro lugar nos fala sobre a paciência e cuidado que o Senhor tem conosco. Os discípulos incrédulos e desesperançados foram acompanhados pelo Mestre e contaram tudo o que Ele já sabia, mas fez questão de ouvir. A confissão dos nossos lábios revela para nós mesmos o verdadeiro estado de nossas almas. Por esse motivo é tão importante a oração sincera que fazemos diante de Deus, confessando nossos pecados, falando de nossas tristezas, decepções e perplexidades. Ele, mansamente, nos consola, instrui e reanima com os ensinos de sua Palavra. Por isso, oração e leitura da Bíblia sempre foram os principais meios de comunhão, conforto e esclarecimento para os discípulos.
               
Em segundo lugar, percebemos que o Senhor não quer que nenhum de seus seguidores seja ignorante quanto às verdades que estão na Palavra a seu respeito. O capítulo inicia falando do encontro das mulheres com anjos na entrada do túmulo. Eles fizeram com que elas lembrassem as palavras de Jesus (vs. 4-8). Ele mesmo apontou aos discípulos no caminho de Emaús o que as Escrituras ensinam, como vimos acima. Depois, no mesmo capítulo, aparece aos outros discípulos e relembra o que lhes havia ensinado (vs. 44-47), dá provas de sua ressurreição, comendo na presença deles e também os exorta a testemunhar (v. 48). Não nos faltam oportunidades de aprendermos o que é essencial nas Escrituras para nosso crescimento espiritual e prática da missão.
               
Finalmente, podemos confirmar que a presença de Jesus ao nosso lado é real, Ele anda conosco, nos caminhos que trilhamos diariamente. Ele está presente nas refeições, quando estamos reunidos e em cada situação de nossas vidas. A sua presença é confortadora, nos anima nos encoraja e nos relembra nossa missão. Ele enviou anjos para confortar as mulheres, caminhou com os discípulos para reanima-los e comeu na presença deles para lhes fortalecer a Fé.
               

Graças a Deus por seu Filho Jesus, sempre presente em nossas vidas.

TOMÉ, O INCRÉDULO

Tomé, chamado Dídimo, um dos Doze, não estava com os discípulos quando Jesus apareceu. Os outros discípulos lhe disseram: “Vimos o Senhor!” Mas ele lhes disse: “Se eu não vir as marcas dos pregos nas suas mãos, não colocar o meu dedo onde estavam os pregos e não puser a minha mão no seu lado, não crerei” (Jo 20:24,25)

Tomé não estava junto com os outros discípulos quando Jesus apareceu na primeira vez. Perdeu a oportunidade de presenciar quando o Mestre lhes concedeu a Paz, mostrou as mãos e o seu lado e soprou sobre eles o Espirito Santo (João 20:19-23). Ele teve que passar uma semana remoendo sua incredulidade.

Não sabemos onde ele estava quando Jesus apareceu ressuscitado, sabemos que ele perdeu a benção e e não acreditou que ela tinha acontecido. Devemos pensar em Tomé quando nos sentimos tentados a não ir à igreja. Quantas bênçãos, quantas alegrias perdemos ficando em casa ou nos envolvendo em outros interesses. Muitos crentes trocam a benção do culto ou da Escola Dominical para tratar de assuntos da casa ou resolver problemas pessoais. Depois enfraquecem na fé e sentem dificuldades de passar pela provação. Não se apercebem da necessidade de estarmos em comunhão, do valor que Deus coloca na reunião do seu povo. Na comunhão da igreja enxergamos muito mais do que quando estamos sozinhos.

Tomé tinha disposição para estar com Jesus em qualquer situação e até morrer com ele (João 11:16). Tinha desejo de saber a verdade e não se envergonhava de perguntar (Joao 14:5). Seu problema porém não eram as dúvidas, mas a incredulidade, conforme lhe advertiu o próprio Jesus (João 20:27). Podemos buscar conhecer mais e nos aprofundarmos investigando a verdade antes de dizer que cremos, como fizeram os crentes de Bereia (At 17:11,12). Deus não quer seguidores bobos que repetem credos como papagaios. Porém, Tomé se recusou terminantemente a crer e ainda impôs condições.


A paciência e misericórdia de Deus são muito grandes. Ele desce ao nível onde estamos para nos elevar para onde deveríamos estar. Jesus concedeu as provas de fé a Tomé, como aconteceu com Gideão (Juízes 6:36-40), que também queria ver para crer. O Senhor, no entanto, se alegra mais naquele que crê para ver as maravilhas divinas.